Doença do Sono

Popularmente chamada de Doença do Sono, a Tripanossomíase Humana Africana (HAT, na sigla em inglês) é uma infecção oriunda de um parasita, que se transmite através da mosca Tsé-tsé. A doença ataca o Sistema Nervoso e pode ser fatal se não for tratada adequadamente.

Embora não tenha ocorrência no Brasil, devemos ficar atentos aos sintomas, pois podem afetar pessoas que visitam regiões da África, onde há registro de cerca de 100 mil pessoas infectadas.

Os principais sintomas da Doença do Sono são fortes dores de cabeça, febre, fraqueza, coceira, dores nas juntas, anemia, podendo chegar a problemas neurológicos graves, causando confusões mentais como medo e alterações de humor e convulsões epilépticas, inflamações no cérebro e nas meninges, e posteriormente, ocasionando o coma e a morte.

Se a doença for diagnosticada no início, há como barrar o parasita e impedi-lo de invadir o sistema nervoso, diminuindo os casos fatais. Caso contrário, se não for tratada, os parasitas acabam se espalhando pelo organismo da pessoa infectada, podendo atingir, também, o sistema neurológico e afetar o cérebro.

A forma mais adequada de prevenção é o uso de roupas que cubram toda a pele, impedindo o contato com insetos. O uso de repelentes e a erradicação do vetor também são medidas que devem ser tomadas para evitar a contaminação.

Os principais casos de contaminação da Doença do Sono são de pessoas que vivem em regiões africanas quentes e úmidas. A mosca adquire o parasita picando outra pessoa ou animal que já estão contaminados e servem como hospedeiros para os parasitas. Além da picada, a doença pode ser adquirida de mãe para filho, através da contaminação acidental em laboratório, transplante de órgãos de uma pessoa infectada para uma sadia, também pode correr por transfusão sanguínea e contato sexual.

O tratamento da doença é feito de acordo com o seu grau de evolução, através de medicamentos agressivos ao organismo, por isso devem ser administrados pelo hospital onde a doença foi diagnosticada. O tratamento é realizado até que o parasita seja totalmente eliminado do organismo, encerrando-se com uma observação feita para garantir que a doença não volte a se proliferar.