A morte de Marisa levanta questões sobre cuidados com o AVC

Apesar de todas as brigas políticas e crises que o Brasil passa atualmente, algo que mexeu com a emoção do povo foi o falecimento de Marisa Letícia, esposa de Luiz Inácio Lula da Silva. A esposa do ex-presidente, que auxiliou o seu marido na presidência da república no período entre 2003 e 2010, sofreu de um acidente vascular cerebral de perfil hemorrágico (AVC) e acabou chegando ao óbito no dia 3 de fevereiro de 2017, após ficar dez dias internada na luta contra essa infelicidade. As complicações do caso causaram a interrupção do fluxo cerebral, um fator chave para a morte de Marisa.

Inúmeros casos de AVC percorrem os hospitais de todo o mundo, o que motiva para que haja um esclarecimento de como essa doença funciona. Em primeiro lugar, deve-se entender que há dois tipos de acidente vascular:

  • Um ocorre quando há o bloqueio do fluxo sanguíneo em algum vaso localizado na região do cérebro, o que caracteriza um AVC isquêmico;
  • Existe também casos de ruptura total do vaso que mostra um AVC hemorrágico, caso de Marisa Leticia.

Qualquer forma de fornecimento de sangue que se interrompe no cérebro provoca a morte das células, que por sua vez não se regeneram e podem causar sérias consequências. Vale ressaltar que existem fatores de risco e sintomas característicos que mostram um acidente dessa gravidade. Confira abaixo:

Sintomas

  • Paralisia em um lado do corpo;
  • Esmorecimento e fraqueza em um lado do corpo;
  • Problemas de comunicação, o que inclui distúrbios de fala e dificuldade para articular palavras;
  • Fraqueza facial;
  • Fraqueza nas pernas, o que dificulta para caminhar;
  • Dificuldade para mover os braços;
  • Tonturas;
  • Dor de cabeça forte e repentina;
  • Dificuldade para engolir;
  • Perda de visão ou visão turva, principalmente se for apenas em um olho.

Pessoas mais vulneráveis incluem

  • Idosos;
  • Pessoas com certos problemas de saúde como pressão arterial alta (hipertensão) e diabetes;
  • Modo de viver como dieta, tabagismo, bebidas alcoólicas e atividades físicas podem alterar o risco da pessoa.

Vale destacar que a identificação correta dos sintomas permite que o socorro seja mais rápido e com isso as chances de total recuperação são maiores. Por isso, as pessoas que sofrem um AVC precisam de atendimento urgente, pois o tempo é essencial para definir o futuro da vítima.